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Eng. Luciano Lopes
Interior de um galpão industrial de pé-direito alto, com feixes de luz atravessando o ar.

Projeto de engenharia assinado

Projetos de climatização evaporativa

Esta página não é uma oferta. Ela existe para mostrar como o projeto de climatização evaporativa é feito e quem responde tecnicamente por ele. O projeto é meu e sai com a minha assinatura e a ART correspondente — CREA SP 5071264215. O equipamento, a proposta comercial e a instalação são da Integratech Engenharia, da qual sou sócio. Digo isso na primeira linha porque é o arranjo real, e porque descobrir isso só na hora da proposta seria desagradável para todo mundo.

O critério que organiza esse trabalho cabe em uma frase: o projeto nasce do ambiente, não o contrário. A venda de catálogo faz o caminho inverso — parte de um equipamento e procura onde ele cabe, dimensionando por metro quadrado ou por comparação com um galpão parecido. Galpão parecido não existe. Cobertura, pé-direito, número de aberturas, carga térmica das máquinas, quantidade de gente e horário do turno crítico mudam a resposta, e mudam também o número de equipamentos que o problema realmente pede.

Então o projeto começa pelo ambiente: levantamento do que aquece, do que troca calor com o exterior e do que o processo exige de temperatura; definição da renovação de ar necessária; e só depois vazão, quantidade de equipamentos e posicionamento — tanto de insuflamento quanto do caminho de saída do ar.

Duas coisas precisam estar ditas antes de qualquer promessa, porque decidem se a tecnologia serve. A primeira é física: climatização evaporativa resfria pela evaporação da água na corrente de ar, e o limite teórico desse resfriamento é a temperatura de bulbo úmido do ar externo — nenhum equipamento entrega abaixo disso. Em dia quente e seco a queda é expressiva; em dia quente e muito úmido ela é menor, e isso não é defeito de marca, é o comportamento do processo. É por isso que a umidade do local pesa mais na decisão do que a potência do equipamento — o gráfico abaixo, montado sobre a tabela de desempenho do fabricante parceiro, mostra a ordem de grandeza. A segunda é de instalação: o sistema trabalha com ar renovado, não com ar recirculado em ambiente fechado. Sem caminho de saída dimensionado, o galpão satura e o efeito desaparece. Projeto que não trata a exaustão não é projeto.

Umidade relativa do ar → queda de temperatura

  • 30% 8 a 16 °C
  • 40% 7 a 13 °C
  • 50% 5,5 a 8,5 °C
  • 60% 4 a 6,5 °C
  • 75% 2,5 a 3,5 °C
Queda de temperatura que a climatização evaporativa entrega, conforme a umidade relativa do ar de entrada. Fonte: tabela de desempenho do catálogo Rotoplast 2026. Quanto mais úmido o ar, menor a queda possível — é física do processo, não diferença de marca.

Sobre consumo, prefiro número absoluto a percentual. O catálogo do fabricante parceiro traz, por exemplo, um climatizador de 10.000 m³/h operando com 0,65 kWh, e exaustores de 5.000 a 12.000 m³/h entre 1,5 e 3,7 kWh. Percentual de economia frente ao ar-condicionado eu não publico: ele depende da carga térmica da planta, das horas de operação e de quantos equipamentos o projeto pede. O número que vale para a sua planta é o que sai do cálculo dela.

Tipos de projeto

Três situações aparecem com regularidade. Elas usam a mesma física e exigem projetos diferentes.

Galpão industrial

É o caso mais comum e o de carga térmica mais alta: cobertura recebendo sol o dia inteiro, máquinas devolvendo calor ao ambiente, portões que abrem e fecham o tempo todo. O objetivo aqui quase nunca é climatizar o volume inteiro do galpão — é entregar condição aceitável no posto de trabalho, que é onde está a pessoa. O projeto trata o galpão por zonas, define quantas renovações de ar por hora aquele volume precisa, posiciona os equipamentos em função das fontes de calor e do fluxo de operação, e planeja por onde o ar sai. Em pontos de calor concentrado — forno, prensa, estufa — a conversa muda de figura: às vezes o que resolve é ventilação ou exaustão localizada, não mais equipamento de climatização, e o projeto tem que ser honesto quanto a isso.

Processo sensível a temperatura

Aqui o requisito não é conforto, é faixa: o processo, o produto ou a matéria-prima tolera um intervalo e o projeto precisa ficar dentro dele. Isso muda a natureza do dimensionamento, porque o critério deixa de ser a sensação do operador e passa a ser um número acordado com quem responde pelo processo.

E existe uma pergunta que vem antes de todas: umidade. Como o resfriamento vem da evaporação de água, a umidade relativa do ar insuflado sobe. Quando o processo convive bem com isso, o caminho é claro. Quando o processo é sensível à umidade — e alguns são, por natureza do material ou por exigência de qualidade —, a resposta certa pode simplesmente não ser climatização evaporativa. Prefiro dizer isso na fase de projeto, que é quando ainda é barato ouvir.

Espaço comercial

Área de atendimento, salão, showroom, espaço com frente aberta. A carga térmica costuma ser menor que a de um galpão, mas as restrições são outras: ruído percebido por quem está parado ali, movimentação de ar que precisa ser sentida sem incomodar, posicionamento condicionado a layout e a estética do espaço, e aberturas que já existem e precisam ser aproveitadas como caminho de saída. É um projeto de ajuste fino, e ele erra com facilidade quando o equipamento é escolhido antes da conta.

Em nenhum desses casos eu publico cliente. Projeto de planta industrial diz muito sobre a operação de quem contratou — quantas máquinas existem, onde o calor se concentra, como o turno funciona — e isso não é meu para expor. O que este site mostra é o método.

Rotoplast, fabricante parceiro

A Rotoplast é fabricante parceiro da Integratech em climatização evaporativa: é quem fabrica o equipamento. A Integratech projeta, vende e instala. Eu assino a engenharia. São três papéis distintos e vale a pena mantê-los separados na hora de ler qualquer coisa que este site diga.

A hierarquia é a mesma que eu sigo nas outras frentes: primeiro a engenharia, que entende o problema real; depois a especialidade técnica da frente; só então o fabricante que viabiliza a execução. Nessa ordem, a escolha do equipamento é resultado do cálculo — vazão necessária, número de pontos, condição do ambiente — e não a premissa dele. Quando a ordem se inverte, o que sai é dimensionamento feito para caber no que se tem para vender.

Ser parceiro de um fabricante tem uma vantagem prática que eu não vou fingir que não existe: dá acesso a dados reais de desempenho do equipamento e a suporte de fábrica quando o projeto precisa forçar o limite de alguma coisa. Também tem um risco, que é o projeto virar justificativa da venda. A separação de papéis é justamente o que segura esse risco — e, se o cálculo indicar que climatização evaporativa não é a resposta para aquele ambiente, é isso que o projeto vai dizer.

Fale com a Integratech sobre o seu projeto

A execução e a proposta comercial de climatização evaporativa são da Integratech. Este site apresenta a engenharia; a conversa comercial acontece lá.

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